trabalho no Brasil

Quem trabalha no Brasil?

Vamos quantificar quem são as pessoas que trabalham no Brasil e quem são as que não trabalham. A população brasileira em 2026 é de aproximadamente 214 milhões de habitantes.

Crianças

O Brasil conta com 40,6 milhões de crianças entre zero e 14 anos. Crianças são 19% da população. Na teoria, crianças deveriam fazer apenas duas coisas: brincar e estudar, mas ainda existe um resíduo de trabalho infantil no Brasil. Cerca de 2,5% das crianças trabalham irregularmente. Em valor absoluto, são mais de um milhão de crianças que trabalham e 39,6 milhões que não.

População infantil

Idosos

Cerca de 11,5% da população é formada por idosos. São 24,6 milhões de pessoas com 65 anos ou mais. A maioria dos idosos não é economicamente ativa, mas um grupo de cerca de 20% dos idosos continua trabalhando. Muitos são aposentados que continuam na ativa para complementar a renda ou porque ainda tem disposição para trabalhar. Cerca de 20 milhões de idosos são economicamente inativos. Os idosos que trabalham são computados mais adiante nos grupos economicamente ativos.

Populacao idosa

Pessoas do lar

Estima-se que há 13 milhões de adultos dedicados ao lar, na maioria mulheres. Executam afazeres domésticos e cuidam de familiares sem remuneração. São considerados economicamente inativos.

Pessoas do lar

Estudantes

Temos 7,3 milhões de jovens no Ensino Médio. Desses, 1/3 estuda e trabalha. 4,8 milhões apenas estudam.

Estudantes EM
Estudantes EM

São 10,4 milhões de jovens no Ensino Superior e metade deles não trabalha: 5,2 milhões. Ao todo, são 10 milhões de estudantes 15+ economicamente inativos.

Universitários

Pensionistas

Há cerca de 7 milhões de pensionistas no Brasil formados principalmente por cônjuges de aposentados falecidos e pessoas com alguma deficiência intelectual ou física.

Pensionistas

Grupos marginais

Temos que lembrar de grupos marginais como os mais de 900 mil presidiários e cerca de 400 mil moradores de rua. Uma parte dessas pessoas trabalha, mas é difícil mensurar.

Desalentados

Uma parte dos inativos entra na categoria chamada de desalentados. São pessoas que respondem NÃO e NÃO na pesquisa do IBGE. Não obtiveram renda na semana anterior à pesquisa nem procuraram colocação no mês anterior. Desistiram de procurar emprego. Muitos vivem de bicos e trabalham apenas quando surge uma oportunidade. Estima-se que são 2,3 milhões.

Indefinidos

Restam 11 milhões de pessoas para as quais não há números oficiais. Temos aí o caso dos aposentados e pensionistas com menos de 65 anos economicamente inativos. Como ainda estamos no período de transição da reforma previdenciária e como há regimes especiais de aposentadoria, esse grupo pode ser numeroso.

Uma parte dos inativos indefinidos efetivamente não trabalha. Jovens nem-nem, aqueles que não estudam nem trabalham, entram nesta conta. Estima-se que os nem-nem ultrapassem 6 milhões de jovens.

Quanto aos beneficiários de auxílios e bolsas do governo eles podem estar computados em grupos já citados ou não. Por exemplo: a mulher do lar que recebe bolsa família. Muitos desses beneficiários relutam em ingressar no mercado de trabalho para não perderem o benefício e preferem trabalhos ocasionais informais e não declarados.

Desempregados

O IBGE pesquisa quantas pessoas com 15 anos ou mais exercem atividade econômica. Na pesquisa, o IBGE pergunta se a pessoa exerceu atividade remunerada na semana anterior à pesquisa. Para os que respondem NÃO vem uma segunda pergunta: procurou atividade remunerada no mês anterior à pesquisa? Se responder SIM é considerado desempregado, mas entra na conta da PEA população economicamente ativa. Em nosso cálculo, porém, vamos considerar os desempregados como inativos. Desempregados são 5,8 milhões ou 5,3% da PEA.

Licenciados

Mais de 4 milhões de trabalhadores entram em licença por questões de saúde todo ano, mas também fazem parte da PEA. Em nossa análise, vamos considerar que a força de trabalho sofre um desfalque contínuo de 1 milhão de trabalhadores licenciados.

E agora os grupos que compõem a população efetivamente ocupada.

Empresários

4,4 milhões são empresários, a grande maioria gerenciando pequenos negócios como panificadoras, oficinas mecânicas e salões de beleza.

Empresários

Empregados CLT

39,6 milhões são empregados CLT do setor privado. Estão cobertos por garantias trabalhistas legais.

Empregados CLT

Empregados sem carteira assinada

14 milhões são empregados sem carteira assinada. Trabalham na informalidade.

Empregados sem carteira assinada

Trabalhadores domésticos

5,5 milhões são trabalhadores domésticos, estes têm legislação própria.

Trabalhadores domésticos

Informais por conta própria

19,2 milhões são trabalhadores por conta própria informais. Entregadores, técnicos de manutenção, motoristas de aplicativo, etc.

Trabalhadores informais por conta própria

Formais por conta própria

7,1 milhões são trabalhadores por conta própria formalizados com CNPJ como os MEI.

Trabalhadores formais por conta própria

Funcionários públicos

12,1 milhões são funcionários públicos de órgãos de governo, autarquias e empresas estatais dos três níveis: federal, estadual e municipal.

Funcionários públicos

Resumo

Em resumo: somos 214 milhões de habitantes. 103 milhões trabalham e 111 milhões não. Este levantamento foi feito com dados do IBGE. Em alguns casos, fizemos estimativas e arredondamentos porque a ideia é apenas apresentar a ordem de grandeza dos números com fins pedagógicos.

grupos inativos
grupos ativos

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